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N.º 32 | 07 de outubro de 2013

SITUAÇÃO SOCIAL E DO EMPREGO NA UNIÃO EUROPEIA
Análise sublinha a fragilidade da recuperação económica. Persistem as divergências no seio da União Económica e Monetária

A Direção-geral do Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão da Comissão Europeia conclui na sua publicação de Setembro de 2013 (EU Employment and Social Situation Quarterly Review – September 2013 ) que:

“ pode estar a despontar na União Europeia uma frágil recuperação económica, mas há divergências persistentes entre os vários países, em especial no interior da zona euro. O relatório também salienta que continua a ser crítica a situação do mercado de trabalho e as condições sociais e que o crescimento inclusivo irá implicar mais investimentos estratégicos e reformas estruturais.

 

Embora haja sinais de uma tímida recuperação, as condições sociais e do mercado de trabalho continuam a ser muito difíceis:

 

  • As taxas de desemprego dos jovens atingiram níveis sem precedentes — 23 %, em média, no conjunto da UE, atingindo 63 % na Grécia.
  • O desemprego de longa duração subiu na maioria dos Estados-Membros, tendo atingido o seu nível mais elevado de sempre em toda a UE. O desemprego estrutural e os desfasamentos entre a oferta e a procura de mão-de-obra tanto em termos de qualidade como de quantidade têm vindo a aumentar.
  • A destruição líquida de postos de trabalho coincidiu com um aumento dos empregos precários — têm vindo a crescer os empregos a tempo parcial, especialmente a título involuntário, ainda que a proporção de contratos temporários tenha diminuído na UE, uma vez que suportaram o embate da contração.
  • A pobreza aumentou na UE desde 2007. Os rendimentos dos agregados familiares estão em declínio, encontrando-se agora 24,2 % da população da UE em risco de pobreza ou de exclusão. As crianças são particularmente afetadas, uma vez que o desemprego e o número de agregados familiares sem emprego aumentaram, assim como a pobreza dos que trabalham.

 

A última análise trimestral sublinha a emergência de divergências crescentes entre os países, nomeadamente na zona euro:

  • As taxas de desemprego no sul e na periferia da zona euro atingiram uma média de 17,3 % em 2012, contra 7,1 % no norte e na região central da zona euro.
  • A taxa média dos jovens que não trabalham, não estudam nem seguem qualquer formação (os chamados «NEET) atingiu 22,4 % no sul e na periferia, contra 11,4 % no norte e na região central.
  • A pobreza aumentou em dois terços dos Estados-Membros, mas não no terço restante.

 

As políticas ativas do mercado de trabalho, tais como subsídios à contratação, redução da tributação do trabalho pouco remunerado, apoio personalizado à procura de emprego e formação seletiva são cruciais nesta fase de retoma incipiente, a fim de ajudar as pessoas a aceder ao emprego e impedir o desemprego de longa duração ou a desistência na procura de trabalho por parte daqueles terminam os estudos. Quanto maior for o número das pessoas ativas, maior é o contributo delas para o equilíbrio orçamental e mais famílias podem consumir e assim contribuir para a recuperação continuada da produção económica.”

 

Para mais informação consulte:

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