«Portugal não pode andar 30 anos a dizer à União Europeia que precisa de fundos para tratar de novas infraestruturas», afirmou o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, acrescentando que «esta fase do País já terminou e que isso está plasmado no Acordo de Parceria».
E referiu: «Em Portugal, fez-se uma aposta muito grande em infraestruturas de natureza rodoviária, em detrimento da ferroviária. Julgo que esta opção é hoje muito questionável e poderíamos ter decidido melhor de outra maneira». «Devemos concluir que deveríamos discutir estas opções um pouco melhor e procurar antecipar os seus efeitos de médio e longo prazo com maior profundidade».
Pedro Passos Coelho afirmou ainda: «Por esta razão, o novo quadro de financiamento plurianual até 2020 está maioritariamente concentrado em aspetos relacionados com a competitividade da nossa economia e voltado para as nossas empresas e qualificação dos portugueses». E sublinhou que os principais objetivos são: combater a exclusão, promover a integração social, e preservar os ecossistemas ambientais.
«As opções que o Governo está a tomar são concretas e transparentes, e espero que daqui a 10 anos os portugueses vejam que os fundos europeus disponíveis foram bem aplicados», acrescentou o Primeiro-Ministro, explicando que «cabe ao Estado, não dizer como os fundos comunitários devem ser gastos, mas quais são os princípios orientadores e o quadro de incentivos para que possam ser gastos com o maior retorno possível».
Fonte: Portal do Governo





