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N.º 71 | 15 de setembro de 2014

O FEDER FOI BEM SUCEDIDO NO APOIO AO DESENVOLVIMENTO DE INCUBADORAS DE EMPRESAS?
Tribunal de Contas Europeu publica relatório sobre a aplicação do FEDER no apoio ao desenvolvimento de incubadoras.

 

Um relatório publicado pelo Tribunal de Contas Europeu (TCE) revela que a UE disponibilizou uma contribuição financeira significativa para a criação de uma infraestrutura de incubadoras de empresas, especialmente nos Estados-Membros em que este tipo de ajuda às empresas é relativamente raro. No entanto, as incubadoras auditadas apresentaram um desempenho modesto.


"Consideramos que a prestação dos serviços de incubação e, por conseguinte, o impacto mais alargado sobre as empresas locais foi bastante limitado, devido a condicionalismos financeiros e ao nível reduzido das atividades de incubação", declarou Henri Grethen, o Membro do TCE responsável pelo relatório.


"Esta situação explica-se principalmente pela falta de conhecimentos técnicos acerca das práticas de incubação por parte dos Estados-Membros e dos gestores das incubadoras. Existem também insuficiências ao nível dos sistemas de gestão."

Estes resultados menos eficazes podem explicar-se pela insuficiente aplicação das boas práticas. Mais especificamente, quando as incubadoras estavam a ser criadas, não se prestou atenção suficiente à eficácia das suas funções de apoio às empresas. Em segundo lugar, os serviços de incubação estavam apenas vagamente relacionados com os objetivos empresariais dos clientes. Em terceiro lugar, os sistemas de acompanhamento nas incubadoras não forneceram informações de gestão adequadas. Por último, a sustentabilidade financeira das incubadoras entrava em conflito com o objetivo de oferecer serviços de incubação adequados.


Ao nível dos Estados-Membros da UE, os sistemas de gestão não prestaram suficiente atenção à atividade operacional das incubadoras de empresas. Em especial, no procedimento de seleção das incubadoras para efeitos de cofinanciamento não tinham sido ponderados devidamente vários elementos fundamentais para a atividade de incubação, tais como as qualificações do pessoal, o âmbito e a pertinência dos serviços de incubação e a sustentabilidade financeira. Por último, a Comissão não tomou medidas suficientes para facilitar o intercâmbio de conhecimentos e de boas práticas.


As pequenas e médias empresas (PME) desempenham um papel importante ao nível da criação de empregos e do crescimento. Estão no cerne da Política de Coesão da UE para o período de 2014-2020, cujo objetivo é aumentar a competitividade das regiões da UE através de investimentos centrados na inovação. As incubadoras de empresas destinam-se a apoiar a criação bem-sucedida de empresas e o seu posterior desenvolvimento. Consequentemente, a prestação de apoio às PME tornou-se uma prioridade política cada vez mais importante ao longo dos anos. O montante da ajuda dos Fundos Estruturais afetada ao apoio às PME durante os dois últimos períodos de programação elevou-se a 23 e 15 mil milhões de euros, respetivamente.


Consulte o relatório e saiba mais AQUI.


Fonte: Tribunal Europeu de Contas

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